
Vai ser velado nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, Orlando Orfei, um dos maiores artistas de circo do mundo. Ele estava internado com pneumonia e morreu nesse fim de semana, aos 95 anos.
Diante dele, feras ficavam mansinhas. Quer dizer, nem sempre. "Eu sempre percebi que todas as vezes que eu fui atacado, o erro era meu. Eu fico apaixonado pelos meus animais", disse Orlando Orfei em entrevista.
O italiano Orlando Orfei começou a carreira como palhaço, aos 6 anos. O picadeiro estava no DNA do artista. Na década de 50, herdou um circo do pai, ainda na Itália.
No finzinho dos anos 60, ele veio para o Brasil. Era para participar do Festival Mundial de Circo. Mas, ele acabou ficando de vez. Em São Paulo, montou o Circo Nacional D´Itália.
Depois, no Rio, criou o Tivoli Park, que funcionou durante 20 anos e foi um dos parques de diversão mais famosos da cidade.
Mas era no picadeiro que Orlando Orfei se sentia à vontade. No circo, ganhou fama e admiração. Não só de crianças, mas também de adultos que ficavam impressionados com a coragem do artista.
"Ele é um divisor de águas. Ele é o senhor dos picadeiros. Eu falo ele é, porque ele é e vai continuar sendo. Talvez a grande referência que o circo brasileiro teve nas últimas décadas", afirma Marcos Frota, ator e artista de circo.
E o que um homem tão apaixonado, assim, pelo circo faria se o circo não existisse?
"Inventava o circo", disse Orlando Orfei em gravação.
Orlando Orfei sofria de Mal de Alzheimer.
BOM DIA BRASIL
Nenhum comentário:
Postar um comentário