
A presidente Dilma Rousseff (PT) utilizou o penúltimo programa eleitoral na tarde desta sexta-feira (24) para retaliar as acusações da revista “Veja”, que antecipou a edição semanal de domingo para esta sexta, trazendo na capa matéria segundo a qual o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, afirmou em depoimento à Polícia Federal que a mandatária e o ex-presidente Lula sabiam dos desmandos de corrupção na Petrobras.
“Eu gostaria de encerrar minha campanha na TV de outra forma, mas não posso me calar frente a este ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus cúmplices ocultos”, principiou a presidente em um pronunciamento de 3min30s. Ao todo, o programa da presidente dedicou seis dos dez minutos para responder à publicação.
“Hoje a revista excedeu todos os limites da decência e da falta de ética. (…) A revista comete esta barbaridade, esta infâmia contra mim e Lula, sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurso, isso é um crime. É mais do que clara a intenção malévola da Veja interferir de forma desonesta e desleal no resultado das eleições”, disse ainda a presidente.
A abertura do programa da petista foi feita por um apresentador que historiou a biografia da publicação da Abril. Foram exibidas campas anteriores da revista associadas ao que o programa de Dilma descreveu como “terrorismo eleitoral”.
Antes de encerrar seu pronunciamento, Dilma arrematou: “Os brasileiros darão sua resposta à Veja e aos seus cúmplices nas urnas. E eu darei a minha resposta a eles na Justiça”.
Veja não se manifestou até o momento. Na edição desta semana, na seção “Carta ao Leitor” o semanário diz que “não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato” e que “publica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores”.
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