
No primeiro dia útil após o reajuste da gasolina e óleo diesel nas refinarias, consequência do reajuste do PIS e Cofins autorizados pelo Governo Federal no mês passado, muitos potiguares se surpreenderam com os preços cobrados nos postos de combustíveis. Em Natal, a diferença entre o litro mais barato e o mais caro entre os revendedores visitados pela TRIBUNA DO NORTE chegou aos 12,04%. O fato curioso é que os dois postos com as maiores diferenças de preços estão a menos de três quilômetros de distância, na zona Oeste, reconhecida historicamente por oferecer os menores custos de combustíveis segundo série histórica das pesquisas do Procon Municipal.
O posto de combustíveis com a gasolina mais barata – R$ 2,99 o litro - até o final da tarde de ontem era o Campo Belo, no cruzamento das Avenidas Industrial João Motta com a Capitão Mor Gouveia, no Bom Pastor, zona Oeste da capital. O mais caro, na mesma região administrativa, cobrando R$ 3,35 pelo litro da gasolina comum é o Posto Ipiranga no cruzamento das Avenidas Mário Negócio e Felizardo Moura. Nas zonas Sul e Leste, a média do litro da gasolina comum está em R$ 3,34 para a gasolina comum e R$ 3,44 para a aditivada. O diesel, por litro, variava de R$ 2,82 a R$ 2,99. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos/RN), não comentou a variação de preços nos postos da capital.
O reajuste, na maioria dos locais visitados pela reportagem, corresponde ao valor determinado pelo Governo Federal: R$ 0,22. Alguns, porém, reajustaram a cobrança em até R$ 0,25 sob a argumentação de que, semana passada, a BR Distribuidora aumentou o litro da gasolina em R$ 0,03 e não comunicou os donos de postos antecipadamente. Os proprietários de veículos que quiserem pagar um pouco menos pelo combustível terão de aproveitar o estoque de alguns postos que ainda não reajustaram o valor.
“Estamos consumindo o que temos em estoque. Quando recebermos o novo carregamento, iremos verificar qual será nosso percentual de reajuste”, informou a proprietária do Posto Canaã, na Avenida João Medeiros Filho, zona Norte da capital. No seu posto, o litro da gasolina ainda custava, ontem, R$ 3,04. Diariamente, ela afirmou vender aproximadamente cinco mil litros de gasolina. A movimentação era intensa e a maioria dos motoristas completavam o tanque para economizar o que fosse possível.
Do outro lado da cidade, os consumidores que recorrem aos postos das zonas Leste e Sul pouco contam com opções diferenciadas de valor. “Todos esperavam o aumento. Eu acompanhei pela mídia, mas não imaginei que fosse variar tanto. O jeito vai ser trocar de carro por um que consuma menos e reajustar o orçamento”, lamentou o comerciante Paulo Roberto Silva de Medeiros enquanto abastecia na zona Leste de Natal.
O menor preço identificado na tarde de ontem na zona Leste foi no Posto Shell da Avenida Sen. Salgado Filho, nas proximidades da antiga fábrica da Sam´s, com o litro da gasolina comum ao custo de R$ 3,12. Nos demais postos ao longo da via, incluindo o trecho da Avenida Hermes da Fonseca, a média se mantinha em R$ 3,34 pelo litro da gasolina comum e R$ 3,44 pela aditivada. Os frentistas reclamavam da baixa movimentação e relatavam que todos os clientes reclamaram dos preços reajustados. No posto de bandeira BR, em frente ao Corpo de Bombeiros, na Av. Alexandrino de Alencar, a gasolina comum e a aditivada tinha o mesmo preço: R$ 3,379 pela manhã.
TRIBUNA DO NORTE
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