quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Cientistas estão a um passo de regenerar coração de quem sofreu ataque cardíaco

Um grupo de cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos EUA, conseguiu regenerar tecidos cardíacos danificados em ratos e porcos que haviam sofrido infarto. O feito foi alcançado por meio da introdução de uma espécie de curativo de colágeno “colado” no órgão, a partir de bioengenharia. A experiência chama atenção porque, até hoje, nenhum procedimento médico foi capaz de restaurar cicatrizes em tecidos cardíacos de mamíferos.

“Esta descoberta abre as portas para um tratamento completamente revolucionário”, afirmou, durante a divulgação do estudo, a professora Pilar Ruiz-Lozano, que ministra Pediatria na Universidade de Stanford e é a autora sênior da pesquisa.

Em um ataque de coração, as células do músculo cardíaco, chamadas de cardiomiócitos, morrem devido à falta de fluxo de sangue. Substituir essas células é vital para que o órgão se recupere totalmente, entretanto, o coração dos mamíferos adultos não se regenera de forma eficaz, fazendo com que fique uma cicatriz no tecido.

Se for possível, como espera a pesquisadora, restaurar completamente o tecido cardíaco dessas pessoas, elas poderão voltar a ter a qualidade de vida de antes do infarto. Essa expectativa anima também o professor de Cardiologia na Unifesp, Dirceu Rodrigues Almeida. Ele explica que muitos indivíduos que desenvolvem insuficiência cardíaca — quando o coração perde a capacidade de bombear o sangue normalmente — acabam sendo afetados por arritmia, o que pode levá-los à morte. De acordo com ele, cerca de 200 mil pessoas morrem de arritmia no Brasil, a cada ano. E mesmo os que não são acometidos por esse mal sofrem em várias outros aspectos, como perda de fôlego e resistência física.


o globo

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