
Hermano, atual presidente em exercício, chegou ao clube em abril deste ano após o pedido de afastamento de Gustavo Carvalho
A permanência na Série C, os três meses parados e o consequente agravo na situação financeira. Em meio a esse cenário, o América projeta as eleições para o novo presidente, que acontecerá neste mês de outubro, segundo o Estatuto do Conselho Deliberativo do clube alvirrubro.
A previsão era para a primeira quinzena do mês, o que não deve se concretizar, já que o edital ainda não foi publicado. Diferente dos anos anteriores, a sucessão passa por um momento de dificuldade: encontrar um nome para a presidência.
O atual presidente em exercício Hermano Morais chegou a ser convidado para continuar no cargo, que assumiu em abril deste ano. O deputado estadual, no entanto, já antecipou que não será candidato ao cargo.
“Para essa sucessão, nós vamos ter tempo ainda. Temos um conselho consultivo que irá definir esse nome e acredito que nos próximos dias teremos isso. Tem que ser alguém com disponibilidade para colaborar. Eu não tenho condições, porque ano que vem é ano eleitoral e eu tenho obrigações eleitorais e com quem me ajuda nesse processo, então eu não teria tempo suficiente”, explica.
O atual mandatário do Dragão assumiu a função por conta da licença do ex-presidente Gustavo Carvalho e do vice Marcus Meira Pires no início deste ano.

Essa é a segunda vez que Hermano esteve à frente do clube em uma situação emergencial: em 2011, ele também assumiu a presidência após a renúncia do dirigente José Rocha. Durante a gestão conseguiu o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Apesar da tranquilidade quanto à sucessão, encontrar esse novo nome não está sendo tarefa fácil nos bastidores do Dragão. O ex-presidente Alex Padang, que esteve à frente do clube entre 2012 e 2013, por exemplo, é um dos nomes mais cobiçados pela torcida para assumir o clube. O dirigente, no entanto, também antecipou que não irá retornar para o próximo biênio.
“Nesse momento é impossível. Eu dediquei dois anos e meio da minha vida ao América recentemente e voltei nesse momento (como vice-presidente de Marketing) de forma circunstancial”, explica o dirigente.
Assim, o que se circulou nos corredores foi a possível criação de uma Junta, formada por pelo menos quatro dirigentes, que dividiriam as funções e estariam à frente das decisões do Alvirrubro.
Padang explicou que a hipótese sequer chegou a ser comentada na reunião ocorrida na semana passada entre conselheiros e dirigentes. Já Hermano Morais acredita que esse formato deve ser tratado com um “Plano B” para o clube.
“Se não tiver ninguém que se habilite para o cargo, isso seria uma alternativa. Mas nós vamos encontrar esse nome ideal. E aquele que for escolhido terá a ajuda de todos nós”, garante o atual presidente em exercício.
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