quarta-feira, 30 de março de 2016

Dunga elogia mudança de postura e diz que é normal ser contestado

Dunga Coletiva Brasil (Foto: Edgar Maciel de Sá)Renato Augusto e Douglas Costa eram os volantes do Brasil quando Daniel Alves, quase um ponta, marcou o gol do empate por 2 a 2, nos acréscimos do segundo tempo contra o Paraguai. Ainda estavam em campo Lucas Lima, Willian, Hulk e Jonas. A vontade de se recuperar com uma equipe extremamente ousada em sua formação, após uma atuação tática e tecnicamente ruim, deixou Dunga mais animado.
O técnico voltou a bater na tecla da virilidade e disse que, enfim, os jogadores entenderam como se disputa as eliminatórias da Copa do Mundo.
- O Brasil não ganhava aqui desde 1985, tínhamos que ter feito o resultado contra o Uruguai, em casa. Sabíamos que seria complicado, mas a equipe entendeu como se joga uma eliminatória. Quando falei que temos de ser um pouco mais viris sem a bola, alguns não entenderam ou não querem entender. Tem que lutar como fazem os adversários – afirmou Dunga, que completou:
- A equipe sabe reagir, não se acomoda com nenhum resultado, entende quando as coisas não vêm e faz esforço para mudar. Vamos criando mais posições, jogadores, formas diferentes de atuar. Não temos tempo para treinar, então testamos durante os jogos. Os jogadores têm correspondido e, principalmente hoje, no segundo tempo, mostraram que têm vontade de estar aqui e se classificar para a Copa do Mundo.
O técnico não deu muita bola para o momento de maior contestação do seu trabalho desde que reassumiu o comando da seleção brasileira, e citou campeões do mundo para exemplificar.
- É responsabilidade do treinador a forma da equipe jogar, e não é novidade alguma o treinador da Seleção ser contestado. Vocês contestaram o Zagallo, quatro vezes campeão do mundo, o Felipão e o Parreira, campeões do mundo. Eu não ganhei, é normal eu ser contestado (risos).

O JOGO
- No primeiro tempo não nos encontramos, muito estáticos, respeitamos demais a equipe do Paraguai. No segundo tempo tivemos mais mobilidade, agressividade, velocidade e mudanças de posições. Isso ajudou bastante.

FALTA VONTADE?
- De forma nenhuma, é um jogo mais físico e eles estão acostumados a jogar na parte técnica. Na Europa, o campo, o juiz, é tudo diferente. A eliminatória é um campeonato à parte. Quando não tiver a bola tem que lutar, quando recuperar usar a técnica que é nossa característica.

TIME SEM VOLANTES NO FIM
- Quando fazemos os pequenos jogos, eles se habituam a jogar em determinadas posições, meias e atacantes. Não havíamos atuado sem volantes num jogo, mas o Douglas Costa e o Lucas Lima já fizeram essa função em seus clubes. Todos já jogaram em algum momento. Por isso não falamos em improviso, é criatividade. Fica mais fácil a adaptação.

TIMES PARA COPA AMÉRICA E OLIMPÍADAS
- Já pensamos em duas hipóteses (mesclar na Copa América ou ter força máxima), mas não queremos comunicar nada ainda porque temos de falar com os clubes, e da autorização deles para ter algo definido. Vamos chegar a um bom senso que seja bom para todos.

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